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Santoro: "OPA ao BPI está ligada à máquina"

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A empresa de Isabel dos Santos diz que adiar a votação da desblindagem foi uma derrota para o próprio BPI. A oferta pública de aquisição do CaixaBank "é passado" e "está ligada à máquina".

Mário Leite da Silva, representante da Santoro no conselho de administração (CA) do BPI, diz que a OPA lançada pelo CaixaBank "está ligada à máquina" e é uma "coisa do passado".

O representante de Isabel dos Santos lamenta a iniciativa de Artur Santos Silva de adiar a apreciação da desblindagem dos estatutos. "A decisão adia o problema e corresponde a uma derrota do próprio BPI", referiu ao Expresso. Porque "toda a gente já percebeu que a oferta não tem a menor probalidade de sucesso". Protelar a discussão "só prejudica" o banco.

A assembleia geral desta quarta-feira "é sintomática" de que a oferta do CaixaBank "está condenada ao fracasso", insistiu Leite da Silva.

A votação do adiamento da discussão sobre a desblindagem dos estatutos foi aprovada por 54% dos votos, muito longe da maioria qualificada (75%) necessária para pôr fim ao limite atual de votos a 20%.

O futuro está na consolidação

Manter a discussão em aberto "só prejudica o funcionamento do banco". A oferta do Caixabank "é coisa do passado", o futuro está "nos processos de consolidação", como o que a Santoro apresentou. É esse caminho "que potencia sinergias e cria valor para o BPI e os seus acionistas", defendeu.

A OPA "limita os poderes de gestão e  a capacidade do banco de atuar e preparar o futuro", diz Mário Leite da Silva. Na atual conjutura, essa "é uma limitação grave de que a gestão se devia libertar".

OPA "não foi solicitada nem oportuna"

Sobre o comentário de Fernando Ulrich de que a OPA do Caixabank "não é hostil", o representante da Santoro responde que, pelo menos, "não foi solicitada nem oportuna".

Apesar do CA do BPI entender que só se deve analisar o cenário de fusão com o BCP depois de esgotada a OPA do CaixaBank, Mário Leite da Silva disse ao Expresso acreditar que uma iniciativa da Santoro "fará com que talvez o conselho de administração se tenha de pronunciar antes da decisão da OPA".