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Salgado. Sempre quisemos manter o controlo do BES em mãos portuguesas

O ex-presidente do BES diz que a crise no grupo Espírito Santo não se pode dissociar da crise internacional e da intervenção da troika em Portugal

Luís Barra

O líder histórico do BES durante 22 anos fez um relato sobre a crise económica e financeira de 2011. Afirma que na gestão do banco a solidariedade nunca se quebrou e que uma das regras dos órgãos do Grupo Espírito Santo sempre se pautou pela consensualidade.

Anabela Campos e Isabel Vicente

Ricardo Salgado referiu esta manhã, no seu discurso que já vai em 30 minutos, aos deputados da comissão de inqérito ao caso GES, que o Banco Espírito Santo esteve sempre sujeito a fiscalização e supervisão do Banco de Portugal e que as análises positivas sobre o BES estiveram subjacentes ao último aumento de capital de abril de 2014. 

O supervisor e auditor, diz, "podiam pedir os documentos que entendessem e fazer os inquéritos que quisessem, ninguém o fez". Afirma ainda que a decisão de não ir à linha de capitalização foi uma decisao "racional" que "se afigurava  melhor para o GES".

Ricardo Salgado referiu também que os "últimos seis meses e 13 dias não são mais reveladores do que um histórico de 22 anos" .

O ex-presidente do BES diz ainda que a crise no grupo não se pode dissociar da crise internacional e da intervenção da troika em Portugal.