Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Salgado responde a Carlos Costa. Envia carta ao Parlamento e reitera tudo o que disse

FOTO JOSÉ CARIA

Numa carta enviada esta quinta-feira à comissão parlamentar de inquérito (CPI), o ex-presidente do BES reage ao comunicado que o governador do Banco de Portugal enviou ao Parlmento a propósito de declarações do próprio Salgado. Em causa está o alegado "sim" de Carlos Costa a Morais Pires.

Ricardo Salgado fez chegar aos deputados da comissão parlamentar de inquérito ao caso BES uma carta onde reitera todas as afirmações que fez durante a sua audição parlamentar a 9 de dezembro, nomeadamente sobre a aprovação que o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, terá manifestado quanto à indicação do nome de Amílcar Morais Pires assumir os destinos do então BES. 

Morais Pires era administrador financeiro do banco, foi indicado por Ricardo Salgado para o suceder, mas esta proposta teria ficado em segredo. Acontece que o nome de Morais Pires foi referido na altura na imprensa e depois rapidamente retirado.

O desentendimento entre o que se passou virou um braço-de-ferro entre Salgado e Costa. O governador desmentiu Salgado e agora Salgado reitera o que disse.

Na carta que enviou esta quinta-feira, Ricardo Salgado diz que, numa troca de e-mails com o Banco de Portugal a 20 de junho, foi abordado o nome de Morais Pires e que o governador Carlos Costa lhe teria sugerido que "seria prudente não divulgar" o nome como futuro presidente da comissão executiva do BES até à assembleia geral extraordinária de 31 de julho.

Na passada terça-feira, e já depois de Salgado ter ido ao Parlamento, Carlos Costa enviou também uma carta à comissão parlamentar, onde esclarece vários pontos da intervenção de Salgado e onde, a respeito deste assunto, refuta as afirmações feitas pelo ex-presidente do BES relativamente à "alegada aceitação" de Morais Pires para futuro presidente do banco.

Costa afirmou que nunca aprovou o nome de Morais Pires, mas apenas que o Banco de Portugal iria avaliar a idoneidade dos membros dos órgãos sociais depois de estatutariamente escolhidos e designados.