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Salgado: "O que nós pedimos ao Banco de Portugal foi tempo e tempo foi o que não nos foi dado"

Ricardo Salgado garante que o Banco de Portugal foi avisado "do risco sistémico" associado ao Grupo Espírito Santo. E lamenta o facto de não ter tido tempo para lidar com esta crise: "Houve uma grande pressão para vender e quem vende com pressa, vende mal".

Ricardo Salgado critica o facto do Banco de Portugal não ter entendido as consequências que uma crise como a do grupo implicava. "Pedimos tempo ao Banco de Portugal, que não nos deu", afirmou esta terça-feira o banqueiro, durante a comissão de inquérito na Assembleia da República. "Houve uma grande pressão para vender e quem vende com pressa, vende mal".

O ex-presidente do BES explica que foi isso que aconteceu com os ativos vendidos, evidenciando o caso da Tranquilidade.

O ex-banqueiro lamentou o facto de não ter tido tempo para solucionar a crise do grupo. "Com sete meses era impossível resolver um problema desta magnitude", explica Salgado. "O prazo não nos foi diretamente fixado, mas os constrangimentos impostos acabaram por fixar este prazo".

E esclarece ainda que os riscos inerentes à falta de tempo foram comunicados ao Banco de Portugal. "Três vezes por escrito o Banco de Portugal foi avisado do risco sistémico", afirma Ricardo Salgado, referindo uma carta de 31 de março dirigida ao Banco de Portugal.