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Salgado garante que sucesso de José Guilherme em Angola nada tem a ver com o GES

Ricardo Salgado aconselhou José Guilherme a ir para Angola, "onde teve um enorme sucesso"

Nuno Fox

Ex-presidente do BES sublinha que o empresário da área da construção "era mais credor do que devedor do grupo" e que "nunca precisou do GES para nada". Mas fica por aí, uma vez que o processo se encontra em segredo de justiça.  

Quase cinco horas após o início da comissão de inquérito na Assembleia da República, Mariana Mortágua, do Bloco de Esquerda (BE), é a última deputada a dirigir-se a Ricardo Salgado na primeira ronda de perguntas.

A deputada bloquista questiona Ricardo Salgado sobre o caso Monte Branco, que se encontra em segredo de justiça. Quer saber se José Guilherme era cliente do BES, se recebeu créditos do BES Angola (BESA) e pede esclarecimentos sobre os 14 milhões de euros que o banqueiro recebeu do construtor.

"Não vou poder desenvolver o tema, porque está integrado no processo Monte Branco", declarou esta tarde Ricardo Salgado. "Apenas posso dizer-lhe que sou amigo de longa data do Sr. José Guilherme - desde o início da minha caminhada no BES, nos anos 70".

Salgado acrescenta que aconselhou o empresário a ir para Angola, "onde teve um enorme sucesso". E acrescenta que esse sucesso "não teve nada a ver com o GES", uma vez que José Guilherme "nunca precisu do GES para nada: era mais credor do que devedor".