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Salgado considera que o BES foi vítima da mediatização do processo de sucessão

O ex-presidente do BES sustenta que o que aconteceu com o banco da família não pode ser descontextualizado da crise internacional e dos problemas da economia portuguesa

Luís Barra

Ex-presidente sugere que o banco foi vítima dos problemas que afetavam o Grupo Espírito Santo, tudo num "clima público dramatizador".

Anabela Campos e Isabel Vicente

Falando esta manhã perante os deputados da comissão de inquérito ao casdo GES, o ex-presidente do Banco Espírito Santios sublinhou que o BES teve de enfrentar um conjunto de desafios, nomeadamente o aumento de capital e o reembolso do papel comercial, num clima de pressão mediática, comentários e juízos de valor onde "a resolução de todos os problemas parecia passar pela mudança de liderança no banco".

"Foi um momento muito difícil para o BES e para o GES" e, ainda assim, "foi possível reduzir a exposição dos clientes ao grupo em mais de mil milhões de euros em cinco meses", diz Ricardo Salgado.

O ex-banqueiro diz ainda que esteve bastante empenhado em criar as condições para alterar o modelo governação e preparar a sua saída mesmo antes do aumento de capital de maio, mas acabou por não acontecer.

O ex-presidente do BES explica que o que aconteceu com o banco da família não pode ser descontextualizado da crise internacional e dos problemas da economia portuguesa.

"Sempre em consciência me senti idóneo, mas cabia aos outros avaliá-la, e ao longo de 22 anos nunca ninguém questionou a minha idoneidade", sublinhou.