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Salgado assume que pode ter cometido erros mas não pede desculpa

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FOTO Luis Barra

Ricardo Salgado assumiu perante os deputados que a Espírtito Santo International (ESI) assim como algumas empresas da área não financeira  deviam ter comecado a reduzir as suas dívidas mais cedo. A resposta chegou depois de ter sido confrontado com uma dívida de 9165 milhões de euros da ESI.  Admite ter cometido alguns erros mas vai defender o que entende ser a sua razão 

O ex-presidente do BES admitiu que o endividamento do Grupo Espírito Santo (GES) nomeadamente dívida de empresas não financeiras do grupo, poderia ter sido reestruturada mais cedo, logo em 2007,  mas começou mais tarde e "não houve tempo". Efectivamente, em 2010 o grupo colocou a ESCOM à venda, diz.

Esta empresa destinava-se à exploracao de minas, petróleo e diamantes, e nunca chegou a ser vendida, apesar de ter sido dado um sinal, onde o intermediário foi Álvaro Sobrinho, ex presidente do BES Angola e quadro de BES durante vários anos. 

Aos deputados, Ricardo Salgado, justificou que o endividamento da ESI na casa dos 9165 milhões de euros, segundo valores referidos na primeira parte da auditoria forense da Deloitte, se deveu à crise financeira internacional e começou a aumentar desde então. Mas depois "não houve tempo", remata. 

 

Invoca Fernando Pessoa para não pedir desculpa

O ex-banqueiro admite ter cometido alguns erros e diz "não tenho nenhum problema em os assumir ". Mas recusa pedir desculpa, pois afirma ter defendido sempre os interesses do banco, acionistas e clientes. E faz questão de recordar um poeta, que diz  "muito importante para o país": "pedir desculpas é pior do que não ter razão".     

E, justifica, "estou a defender a minha razão. Espero poder provar a minha razão quando for julgado nos tribunais".