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Salário mínimo na Sonae passa para 520 euros

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Relativamente à parceria com Isabel dos Santos para levar o Continente para Angola, continua em standby.

A Sonae SGPS decidiu aumentar o seu salário mais baixo para admissão de novos colaboradores para 520 euros, o que representa mais 15 euros sobre o salário mínimo nacional, anunciou esta quinta-feira o presidente executivo Paulo Azevedo na conferência de imprensa de apresentação de resultados do grupo.

"É um aumento de 3%", refere o gestor, que em 2014 contratou mais de 800 colaboradores para a Sonae SGPS e espera ter condições para continuar a crescer e criar emprego em 2015.

Relativamente à parceria com Isabel dos Santos para a criação de uma rede de hipermercados Continente em Angola, Paulo Azevedo disse apenas que continua a aguardar esclarecimentos da empresária angolana.

Neste momento, a Sonae não tem "confirmação nem desmentido" dos parceiros angolanos sobre a contratação de dois quadros de topo da Modelo Continente que tinham informação relevante sobre o projeto, referiu.

Questinado sobre o projeto, Paulo Azevedo comentou que "gostaria de saber" qual o ponto de situação neste momento. Recusou adiantar cenários possíveis, mas admitiu que "para dar os próximos passos previstos é preciso uma resposta".

Sobre o eventual impacto que o fim desta parceria pode ter na Nos, que a Sonae e Isabel dos Santos controlam em partes iguais, Ângelo Paupério, vice-presidente do grupo e administrador da empresa de telecomunicações, garantiu que tudo continua a correr normalmente e não vê razões para que as coisas não continuem assim.

Ângelo Paupério não exclui a possibilidade da Nos se interessar pela aquisição da Cabovisão se a empresa vier a estar no mercado. "Espero que qualquer operação no âmbito das telecomunicações em Portugal seja alvo de estudo profundo", disse o gestor, admitindo que um operador com a dimensão que a Nos tem no mercado português "não pode ser alheio a qualquer alteração que ocorra".