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Ryanair muda de planos e já não vai voar para os EUA

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FOTO SAMUEL KUBANI/AFP/Getty Images

Dias depois de ter anunciado planos para voar entre a Europa e os Estados Unidos a partir de 14 euros, a companhia aérea de baixo custo volta atrás e nega a decisão. "Foi uma falha de comunicação", admite Michael O'Leary, presidente da Ryanair.

Depois de ter animado o sector da aviação com planos para avançar com voos transatlânticos nos próximos cinco anos, a Ryanair vem agora afirmar que "não considerou nem aprovou qualquer projeto transatlântico e nem tem intenção de fazê-lo".

Na segunda-feira, o "Financial Times" noticiou aquele que seria o plano aprovado pela administração da Ryanair, que previa ligações entre 12 cidades europeias e norte-americanas, com voos para Nova Iorque, Boston, Chicago e Miami a partir de Londres, Dublin e Berlim, por exemplo.



Um porta-voz da companhia irlandesa chegou mesmo explicar: "Vimos o que outros fizeram, ouvimos e observámos o que se passou nos últimos 12 meses e agora temos uma perspetiva melhor do que gostaríamos de lançar e vender e como devemos apresentar o produto". De acordo com o plano, os serviços transatlânticos poderiam arrancar dentro de quatro ou cinco anos, assim a companhia irlandesa conseguisse chegar a acordo para adquirir aviões de longo curso "provavelmente com a Airbus ou com a Boeing".



Agora, "à luz da recente cobertura mediática, o conselho (de administração) da Ryanair Holding Plc esclarece que não considerou ou aprovou qualquer projecto transatlântico e que não pretende fazê-lo", pode ler-se num breve comunicado.

Ao "Financial Times", Michael O'Leary, presidente da Ryanair, admite que a companhia pretende manter o projeto transatlântico e que está em conversações com os fabricantes de aviões. Mas que teria sido impossível a administração aprovar o plano, já que tal implicaria a criação de uma companhia aérea separada.