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Rui Silveira: "Garantia do Estado angolano aos créditos do BESA é irrevogável. Não percebo porque ninguém reagiu"

Mário Cruz/Lusa

O administrador que tinha o pelouro da área jurídica do BES diz não entender porque razão ninguém reagiu à revogação da garantia do Estado angolano. "Eu teria agido judicialmente".

"Tudo isto me faz a maior das confusões" - é assim que Rui Silveira aborda a situação da carteira de crédito do BESA, cujo conhecimento por parte da comissão executiva do BES ocorreu no final de 2013. 

O ex-administrador do BES esclarece que a garantia do Estado angolano avançou no final de 2013 para fazer face às imparidades elevadas da carteira de crédito. Até porque até dezembro a informação que chegava do Banco Nacional de Angola (BNA) dizia que "a carteira de crédito no BESA era a melhor e estava fortemente garantida". Mas, acrescenta, "havia opacidade e falta de informação".

A 4 de abril houve troca de informações entre o BNA e o Banco de Portugal sobre os ativos elegíveis por essa garantia, refere.

A garantia era "autónoma  e irrevogável" e, por isso, diz que "teria reagido judicialmente. Uma revogação unilateralmente nula. Não percebo porque é que ninguém reagiu", remata.

Em junho de 2014 "a garantia ainda era autónoma e irreversível, pelo menos isso foi assegurado pelo Banco de Portugal", diz Rui Silveira referindo que a sua revogação poderá ter sido "por não gostarem de as ações do BES terem ficado no "banco mau ", mas não sei".

Rui Silveira afirmou ainda que a 6 de Junho o administrador do Banco de Portugal, Pedro Machado, que entretanto já saiu, o havia informado de que "a garantia de Angola é válida. O BES é um ativo valiosíssimo e está a ser bem gerido".