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RTP promete "maior independência, ambição e competência"

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FOTO LUÍS BARRA

Está assinado o novo contrato de concessão da RTP. Poiares Maduro garante que há menos "risco de governamentalização", nova administração fala em modelo que "dá força à RTP".

O novo contrato de concessão que enquadra a missão do serviço público de rádio e televisão foi assinado esta sexta-feira de tarde pelo ministro Poiares Maduro, pelo presidente do conselho geral independente (CGI), António Feijó, e pela nova administração da empresa, liderada por Gonçalo Reis. No seu discurso durante a cerimónia, Poiares Maduro descreveu o documento agora assinado como a última das "mudanças estruturais" que permite à RTP "entrar num novo capítulo de maior independência, ambição e competência".

"Depois do novo modelo de governação com a criação do CGI, do novo modelo de financiamento e do novo contrato de concessão, temos os três pilares catalisadores para o futuro da RTP", defendeu o ministro com a tutela da comunicação social, convicto de que a RTP fica agora menos sujeita ao "risco de governamentalização".

Gonçalo Reis, por seu turno, identificou o novo contrato de concessão como "uma peço do sistema" que permitirá não apenas "independência face ao sistema político", mas também "estabilidade". "É um modelo que dá força à RTP", disse.

Sobre o projeto estratégico do novo conselho de administração, Gonçalo Reis reiterou a intenção de "defender a lógica de serviço público", nomeadamente através de "um posicionamento claro" no objetivo de ter "conteúdos de qualidade e de referência" no mercado audiovisual.

A "grande aposta no multimédia" e a "noção de eficiência empresarial e equilíbrio económico" foram os outros eixos apontados pelo presidente da empresa como centrais na ação da nova administração.

"O contrato de concessão dá enquadramento à estratégia da RTP, mas o grande teste é fazer as coisas acontecerem", disse, confiante de que a RTP vai ser capaz de enfrentar os novos desafios.