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Risco português no sobe e desce

O risco de incumprimento da dívida portuguesa desceu hoje de manhã ligeiramente, mas à tarde já está de novo no 9º lugar no clube dos 10 de maior risco. Também a Grécia viu o risco diminuir.

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

O disparo a que tinhamos assistido ontem na escala de probabilidades de bancarrota (default) para os casos português e grego na zona euro abrandou hoje de manhã.

Portugal viu o risco de default baixar ligeiramente durante a manhã, o que lhe permitiu "descer" um degrau na lista do clube dos de mais alto risco. Ocupou, de novo, o 10º lugar durante a manhã, depois de ontem ter estado numa situação percepcionada pelos investidores do mercado de dívida como pior do que a da Letónia. À tarde voltou ao 9º lugar, ultrapassando, de novo, a Letónia, e o risco aproximou-se dos 22%, segundo o indicador da CMA DataVision.

Hoje o stresse no mercado dos credit default swaps (cds) relativos a entidades financeiras contagiou a Caixa Geral de Depósitos (o custo dos cds relativos à sua dívida está perto dos 300 pontos base, a unidade de medida desse preço), depois de ontem ter batido à porta do BES e do BCP (que ultrapassaram o patamar dos 300 pontos base).

A Grécia melhorou ligeiramente, em virtude do andamento das reuniões técnicas em Atenas com o Fundo Monetário Internacional e da solicitação pelo governo para o accionamento do mecanismo financeiro de empréstimos da UE e do FMI. O nível de risco de default mantém-se, no entanto, muito alto, próximo dos 40% e o país conserva, ainda, o terceiro lugar no clube dos 10 de alto risco.