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"Risco de Portugal recorrer a ajuda é elevado", diz ministro

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O risco de Portugal recorrer ao apoio financeiro da União Europeia é "elevado porque não estamos a enfrentar um problema nacional ou de um país isolado", mas por se tratar de um desafio à "estabilidade da zona euro", afirmou Teixeira dos Santos.Clique para visitar o dossiê Orçamento do Estado 2011

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, afirmou hoje que o risco de Portugal recorrer ao apoio financeiro da União Europeia "é elevado" por se tratar de um desafio à estabilidade da zona euro.  

Clique para aceder ao índice do dossiê Orçamento do Estado 2011   "O risco é elevado porque não estamos a enfrentar um problema nacional ou de um país isolado. São os problemas da Grécia, Portugal e Irlanda. Este não é um problema apenas deste país", afirmou Teixeira dos Santos, em declarações ao jornal britânico Financial Times.     "Isto tem a ver com a zona euro e a estabilidade da zona euro, e é por isso que o contágio nesta conjuntura é mais provável. Não é porque os mercados considerem que temos situações idênticas. São apenas semelhantes no que preocupa os mercados, mas como eu disse, as situações são diferentes", acrescentou.   O governante considerou que os mercados olham para as economias dos países em dificuldade, como são os casos da Grécia, Irlanda e Portugal, em conjunto por estarem todas juntas na zona euro, considerando que poderiam diferenciar os riscos de Portugal destas economias, caso não estivesse integrado no lote de países da moeda única. 

Maior risco de contágio 

"Supondo que não estivéssemos na zona euro, o risco de contágio seria menor", afirmou.   Teixeira dos Santos defendeu que Portugal está a melhorar as suas finanças públicas com a proposta de orçamento, admitindo no entanto que a entrada em vigor de medidas de austeridade foi adiada porque o Governo estava concentrado em restaurar o crescimento da economia.    O ministro afirmou ainda que os legisladores europeus precisam de melhorar a comunicação com os mercados e investidores para evitar prejudicar a confiança e o aumento a pique da venda de títulos de dívida.

Incerteza domina mercados 

"As propostas do orçamento foram recebidas de forma positiva pelos mercados, mas depois a situação inverteu-se devido à incerteza em torno do mecanismo de apoio permanente", disse, referindo-se à cimeira europeia de 29 de outubro, quando França e Alemanha afastaram a possibilidade de tornar este mecanismo permanente.    "Nós estávamos como um jogador de futebol a correr para a baliza e pronto a rematar para golo, mas entretanto alguém faz falta... mas desta vez não foi marcada", concluiu.