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Ricciardi: "Nunca pedi nada ao sr. primeiro-ministro em relação ao grupo"

O líder do BESI admitiu ter manifestado preocupações a Passos Coelho sobre os problemas do grupo, mas garante que nunca pedi nada nesse sentido.

O presidente do Banco Espírito Santo Investimento (BESI) admitiu esta noite que se reuniu por diversas ocasiões com o primeiro-ministro, assegurando, no entanto, que nunca pediu qualquer favor ao governante.

"Não vou esconder que manifestei preocupações, mas nunca pedi nada ao senhor primeiro-ministro em relação ao grupo", disse José Maria Ricciardi na comissão de inquérito parlamentar ao caso BES, em resposta a uma questão da deputada bloquista Mariana Mortágua, que perguntava ao líder do BESI para confirmar a existência de uma reunião a 4 de dezembro com Passos Coelho.

Sobre o conteúdo de tal reunião, que Ricciardi não soube precisar se se realizou na referida data, o responsável explicou que o primeiro-ministro remeteu o assunto para a supervisão. 

"Ele [o primeiro-ministro] sempre me tarnsmitiu que isso eram assuntos da responsabilidade dos supervisores, em especial do Banco de Portugal (BdP) e que esperava que o banco encontrasse a melhor solução por quem tinha função de supervisionar e acautelar, o Bdp", relatou.



Dá a garantia, porém, que nunca falou com Passos Coelho no sentido de poder fazer algo para a substituição da liderança grupo Espírito Santo. "Nem ele mesmo faria algo para a substituição liderença do grupo", sustentou.

Confrontado sobre a reunião de Ricardo Salgado com o ex-líder da Comissão Europeia, Durão  Barroso, disse pensar que o objetivo do encontro seria alertar para as consequências dos problemas do GES. "Penso que o propósito da reunião do dr. Ricardo Salgado com Durão Barroso era sensibilizá-lo para o risco sistémico que a empresa do grupo trazia para o banco e por sua vez a economia. Não seria nada bom para o país e para a Europa. Penso que seria esse sentido", rematou.