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Ricciardi: "Não aceito responsabilidade sanguínea"

FOTO JOSÉ VENTURA

Líder do BESI afirmou na comissão parlamentar de inquérito, esta terça-feira, que está a pagar o preço da "frontalidade".

O presidente do Banco Espírito Santo Investimento (BESI), José Maria Ricciardi, defendeu esta noite na comissão parlamentar de inquérito ao BES e ao GES que a responsabilidade pelas "irregularidades" nas contas do grupo têm de ser apuradas.

"Faço parte da Família Espírito Santo, mas não admito um julgamento sanguíneo. Não aceito a responsabilidade sanguínea. Não me conformo. A cada um cabe ser responsabilizado pelos atos que cumpriu", afirmou Ricciardi.

Segundo o presidente do BESI, "quando se tem conhecimento [destas irregularidades]", é obrigatório "denunciar este ato grave à entidade reguladora". "Não é atitude delatora, é dever de exigência", sustentou, assegurando que denunciou as "situações duvidosas" no grupo com as quais se deparou.

Referindo que o Banco de Portugal (BdP) tinha conhecimento do desvio das contas no grupo pelo menos desde novembro de 2013, Ricciardi recusou-se, no entanto, a fazer julgamentos, frisando que essa tarefa cabe às entidades reguladoras e ao Ministério Público. 

Ainda assim, dizendo que tem pago o preço da "frontalidade", insiste que é obrigatório assumir as responsabilidades pelo caso. E ironiza: "Pois, o culpado era só o senhor contabilista" e não é bem assim, garante. "Deixo para vós as conclusões".