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Ricardo Salgado: "Num mundo como o BES, é impossível saber tudo"

FOTO JOSÉ CARIA

Ex-presidente do Grupo Espírito Santo descarta responsabilidades, respondendo que o GES assentava na "delegação de poderes". E garante que não houve desvio de capitais para fora do banco.

"A delegação de poderes era a única forma de funcionar" no GES e era "feita em pessoas com muita experiência", respondeu Ricardo Salgado a uma pergunta do deputado do PSD Carlos Abreu Amorim, esta terça-feira, durante a comissão parlamentar de inquérito ao BES. O banqueiro afirmou que "não era responsável pelo GES como um todo".

O deputado do PSD acusava Salgado de estar a tentar descartar-se das suas responsabilidades: "Embora fosse o primeiro responsável, foi sempre o último a saber", disse Carlos Abreu Amorim.

O antigo líder do BES afirma que "ignorava certas coisas", uma vez que "num mundo como o BES é impossível saber tudo". E acrescenta que "todos os ramos da família tinham responsabilidades paritárias", pelo que "ninguém tinha supremacia de voto nas reuniões do Conselho Superior".

Não deixou ainda de realizar um autoelogio: "Eu era responsável pela área financeira, era o primeiro a chegar e o último a sair" e "trabalhava em casa muitos fins de semana".

Apesar de reconhecer que poderá ter errado "algumas vezes" - nomeadamente na escolha de Álvaro Sobrinho para presidente da Comissão Executiva do BESA -, sublinha que "não houve desvios de capitais para fora do banco, nem para administradores do grupo". E conclui: "Os cenários apresentados na televisão são completamente falsos".