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Ricardo Salgado de volta à CMVM

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O Banque Privé Espírito Santo foi uma das vítimas da falência de várias holdings do grupo e o regulador suíço, além de Ricardo Salgado, quer ouvir outros ex-administradores do BES e do GES

Luís Barra

Regulador suíço continua a ouvir o ex-banqueiro do BES. que ontem já tinha passado oito horas na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários.

Ricardo Salgado voltou esta manhã à CMVM, onde continua a prestar declarações ao regulador suíço no âmbito do colapso do Grupo Espírito Santo (GES).

O ex-banqueiro já esteve ontem na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários a ser ouvido, durante cerca de oito horas, pela entidade de supervisão suíça (FINMA), mas esta manhã teve de voltar para continuar a responder às perguntas sobre a gestão do GES, soube o Expresso.

De acordo com o advogado de Ricardo Salgado, Francisco Proença de Carvalho, o ex-banqueiro começou a ser ouvido ontem "na qualidade de ex-administrador não executivo do Banque Privee Espírito Santo" e deslocou-se à CMVM "a fim de colaborar voluntariamente com a entidade de regulação suíça no que se refere ao apuramento de factos relacionados com o BPES".

O BPES foi uma das vítimas da falência de várias holdings do grupo e o regulador suíço, além de Ricardo Salgado, quer ouvir outros ex-administradores do BES e do GES.

A auditoria forense ao BES, pedida pelo Banco de Portugal, revelou que a instituição liderada por Ricardo Salgado usou as suas sociedades financeiras no Panamá e Suíça para continuar a financiar o grupo, o que pode motivar sanções.

Na sequência de uma queixa-crime apresentada por um escritório de advogados de Genebra, em representação de um cliente do Privée contra quatro ex-administradores da instituição,  as contas bancárias e outros bens que Ricardo Salgado e alguns elementos da família Espírito Santo possam ter na Suíça poderão ser penhorados, afirma o Diário Económico.