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"Resort" de Cristiano Ronaldo em vias de arrancar no Porto Santo

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Está por dias a aprovação do Plano de Urbanização da ilha que está a impedir o investimento turístico do melhor jogador de futebol do mundo. Como hoteleiro, Cristiano Ronaldo irá juntar-se a Robert de Niro, Coppola ou Donald Trump.

Conceição Antunes

O principal obstáculo ao projecto turístico de Cristiano Ronaldo no Porto Santo está em vias de ser desbloqueado. Trata-se do Plano de Urbanização daquela ilha, que deverá ficar concluído "durante os próximos dias", segundo adianta Sandra Jardim Fernandes, advogada da sociedade Plaza Prestige, que está a preparar o projecto.

Além de Cristiano Ronaldo, o projecto conta como sócios o próprio empresário do futebolista, Jorge Mendes e o presidente do Sporting Clube de Braga, António Salvador. "Já estão todos cansados de esperar, porque tem havido, de facto, grandes atrasos", salienta Sandra Jardim Fernandes. E frisa que "este seria o timing ideal para o projecto avançar", tendo em conta a eleição de Cristiano Ronaldo como melhor jogador do mundo. "É importantíssimo para o Porto Santo não perder esta oportunidade".

Logo que a Câmara do Porto Santo conclua o Plano de urbanização, a obra está pronta a avançar. Com investimentos inicialmente estimados em 50 a 70 milhões de euros, o projecto contempla um hotel de luxo e moradias numa área de cerca de 10 hectares perto da Calheta. A ideia é que o hotel possa ser de 7 estrelas e ostentar o nome CR7, as iniciais de Cristiano Ronaldo e o número com que joga.

A moda de ter hotéis estende-se a uma série de estrelas de Hollywood, como Robert de Niro, Clint Esatwood ou Robert Redford. A rodagem do filme "Apocalypse Now" foi determinante para Francis Ford Coppola se tornar proprietário de "lodges" de selva. Um deles, o Blancaneaux, no Belize, tem mesmo expostos objectos utilizados no "Apocalypse Now".

Os exemplos de estrelas com hotéis multiplicam-se. Gloria Estefan e o marido, o realizador Emilio Estefan, têm dois "resorts" de praia em Miami e na Florida, enquanto Robert redford preferiu avançar para um hotel de neve, o Sundance Resort, no estado de Utah, nos EUA. Segundo um artigo do jornal espanhol Expansión, André Agassi e Steffi Graf contrariaram esta tendência, ao abandonar o projecto para um hotel de montanha em Idaho, nos EUA.

Também os cantores Bono e The Edge, dos U2, se tornaram proprietários do tradicional hotel The Clarence, datado de 1852, em Dublin, capital da Irlanda. Giorgio Armani decidiu usar o próprio nome na sua colecção de hotéis, em Milão, Egipto e no Dubai. A mesma opção foi feita pelo magnata Donald Trump, que é dono de "resorts" em Chigago, Las Vegas, México ou República Dominicana, e prepara para breve a abertura do seu novo projecto de luxo no Dubai.