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Renováveis devem continuar a ser subsidiadas?

No ano passado custaram ao país 805 milhões de euros. O Expresso desafia os leitores a responderem a esta pergunta.

Vítor Andrade (www.expresso.pt)

A polémica está lançada. Um manifesto recentemente apresentado publicamente, e assinado por mais de três dezenas de especialistas (gestores, professores, investigadores, economistas, engenheiros, empresários) pôs o dedo na ferida, alertando para os elevados custos que as renováveis estão a ter para o país 

Só em 2009 o sobrecusto das renováveis - a subsidiação atribuída à chamada Produção em Regime Especial (PRE) - atingiu os 805 milhões de euros, quase o dobro do registado em 2008 (447 milhões).

Na vizinha Espanha o problema é muito maior: só em 2009, os subsídios às renováveis custaram aos nossos vizinhos 6,2 mil milhões de euros.

No caso português, os consumidores de electricidade terão que suportar aquela factura, em troca de um país mais limpo, com menos emissões de CO2. Portugal já é o segundo país da Europa na produção de electricidade a partir de fontes renováveis, a seguir à Dinamarca.

Este é o resultado de uma opção política tomada há cinco anos por José Sócrates e que acabou por catapultar Portugal para o top ten dos países que mais investem em renováveis.

Temos experiências em tecnologias inovadoras, como o aproveitamento da energia das ondas (embora o projecto agora esteja parado) e a EDP Renováveis, que se tornou na 3ª do sector a nível mundial, vai testar uma eólica flutuante no mar junto à costa portuguesa.

Será que isto é importante para Portugal? Estarão os portugueses disponíveis para continuar a subsidiar electricidade verde, mesmo em tempo de crise económica e financeira?