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Regulador diz que "é preciso haver muita disciplina" nos custos da energia em Portugal

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Vítor Santos lembrou que a última projeção do regulador é de que a dívida tarifária da eletricidade seja reduzida a zero em 2022 ou 2023, mas a ERSE está a fazer uma revisão dessa projeção em função de uma série de variáveis externas que podem influenciar os custos do sector energético

João Relvas/Lusa

O presidente da ERSE recomendou aos deputados que haja uma monitorização apertada da evolução dos custos do sector energético, de forma a evitar que problemas como a dívida tarifária da eletricidade se voltem a agravar.

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), Vítor Santos, apelou esta quarta-feira aos agentes políticos para que monitorizem de perto a evolução dos custos da energia em Portugal, notando, no Parlamento, que "é preciso haver muita disciplina, prudência nos investimentos e uma grande exigência no que tem a ver com os CIEG (custos de interesse económico geral)".



Em audição na Assembleia da República o presidente da ERSE sustentou que "ano a ano esta matéria tem de ser monitorizada", sob pena de que a dívida tarifária no sector elétrico possa voltar a derrapar. Vítor Santos falou a este respeito em resposta a questões da deputada socialista Hortense Martins, que questionou o presidente da ERSE sobre se a dívida tarifária é ou não sustentável.



Vítor Santos lembrou que a última projeção do regulador é de que a dívida tarifária da eletricidade seja reduzida a zero em 2022 ou 2023, mas a ERSE está a fazer uma revisão dessa projeção em função de uma série de variáveis externas que podem influenciar os custos do sector energético.



Segundo a ERSE a dívida tarifária da eletricidade este ano atinge os 5.080 milhões de euros, o valor  mais elevado de sempre. Mas Vítor Santos considerou positivo o facto de este ano o montante em dívida ter crescido menos do que o valor do serviço da dívida, isto é, a parcela que é suportada pelos consumidores nas suas tarifas para pagar uma parte da referida dívida tarifária.



No Parlamento Vítor Santos comentou ainda que em Portugal "está-se a caminhar no bom sentido, de as tarifas cada vez mais refletirem a paridade de custos".