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Receitas de exportação do cartel do petróleo caíram 11% em 2014

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As receitas líquidas de exportação da OPEP, excluindo o Irão, reduziram-se em cerca de 80 mil milhões de euros no ano passado, segundo a agência norte-americana EIA. Angola perdeu 2,5 mil milhões de euros.

As receitas líquidas da exportação pelo cartel do petróleo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), excluindo o Irão, caíram 11% em 2014, segundo as estimativas da agência norte-americana Energy Information Administration (EIA) no seu relatório de março "Short-Term Energy Outlook".

As receitas líquidas baixaram para 730 mil milhões de dólares, o valor mais baixo desde 2010, um emagrecimento de 94 mil milhões de dólares (a divisa de cotação desta commodity), o equivalente a cerca de 80 mil milhões de euros ao câmbio do final de 2014. Angola, um dos membros da organização, viu as receitas líquidas descer de 27 mil milhões de dólares em 2013 para 24 mil milhões de dólares no ano seguinte, uma perda de 3 mil milhões de dólares, o equivalente a 2,5 mil milhões de euros ao câmbio do final do ano passado.

Apesar de membro da OPEP, o Irão está excluído das estatísticas em virtude das dificuldades em estimar as receitas das exportações.

Previsão de queda de 48% em 2015

As razões do emagrecimento das receitas líquidas prendem-se à queda do preço médio anual do barril de crude e à redução das exportações líquidas por parte dos membros do cartel. Recorde-se que os preços médios mensais do barril da variedade Brent fecharam em 110,76 dólares em dezembro de 2013 e baixaram para 62,34 dólares em dezembro de 2014.

A maior fatia de 34% das receitas líquidas coube à Arábia Saudita, o líder da OPEP.

As previsões da EIA para 2015 apontam para uma nova queda das receitas líquidas, ainda mais acentuada do que em 2014, na ordem dos 48%. As projeções apontam para uma retoma das receitas líquidas em 2016, mas mesmo assim ficando quase 30% abaixo do nível de 2014.