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Quota de mercado da PT no fixo abaixo dos 50%

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A PT/Meo liderou em 2014 o serviço de telefone fixo, mas com a quota de mercado mais baixa de sempre desde a liberalização

José Carlos Carvalho

De acordo com a Anacom, a PT/Meo continua a liderar mas com a quota mais baixa de sempre (49,8%) desde a liberalização do serviço

A PT/Meo liderou em 2014 o serviço de telefone fixo, mas com a quota de mercado mais baixa de sempre desde a liberalização (49,8%), de acordo com os dados da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

A Vodafone, por seu lado, foi a operadora que mais cresceu nas comunicações fixas 3,4 pontos percentuais, para uma quota de mercado de 9,6%. Os restantes operadores estão a perder terreno. 

A seguir à PT/Meo, a NOS tinha 35% dos clientes, menos um ponto percentual do que em 2013. O grupo Altice (que é dono da Cabovisão e Oni e está em processo de compra da PT Portugal) tinha 5,5% dos clientes, menos 0,6 pontos do que no ano anterior, revela a Anacom, salientando que esta "evolução está de acordo com a registada ao nível das quotas de pacotes de serviços". 

Segundo a Anacom, no final do ano passado o número de acessos telefónicos fixos totalizava 4,6 milhões (acessos residenciais, não residenciais e segundas habitações), o que significa uma taxa de penetração com o valor mais elevado desde 2006.

Este crescimento do número de acessos fixos é justificado com o aumento dos acessos baseados em redes alternativas à rede tradicional, como a voz sobre banda larga e os acessos fixos através de redes móveis. Em 2014, o total de receitas do serviço fixo de telefone e dos pacotes que integram este serviço ascendia a cerca de 1573 milhões de euros, mais 5,2% que no ano anterior.

Segundo o regulador, cerca de 428 milhões de euros (27,2 %) correspondem a ofertas de um único serviço, 144,6 milhões de euros (9,2%) provêm de ofertas em pacote double play e 1001 milhões de euros (63,6%) advêm de ofertas em pacote triple, quadruple e quintuple play.