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Economia

Quem é Maria Luís Albuquerque

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Secretária de Estado sobe a ministra numa altura de forte contestação política por causa do caso dos swaps. Mas soma alguns sucessos no seu percurso no Governo.

A nova ministra das Finanças destacou-se neste Governo pela positiva nas operações de privatização e na estratégia de regresso de Portugal aos mercados financeiros. Mas o escândalo dos swaps - contratos de cobertura de risco - acabou por lançar dúvidas sobre a sua permanência no Governo, atendendo a que exerceu o cargo de diretora financeira da Refer numa altura em que esta empresa também avançou com contratos de swaps.



As suas declarações na comissão de inquérito aos swaps, na semana passada, ao afirmar que não foi informada destes contratos quando tomou posse no Governo, suscitaram forte polémica depois de o anterior ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, ter vindo dizer no fim de semana que deu conhecimento da situação ao seu sucessor, Vítor Gaspar. Hoje, no entanto, Maria Luís Albuquerque disse que "na pasta de transição entre mim e o anterior secretário de Estado do Tesouro, Carlos Costa Pina, não constava nada sobre as swaps. Mantenho o que disse na audição parlamentar".

Sem percurso político, a ministra tem sabido lidar com a pressão, aparentando alguma tranquilidade mesmo quando debaixo de fogo, como aconteceu na semana passada.  Em outubro, perdeu a pasta das Finanças, ficando apenas como secretária de Estado do Tesouro.

Nascida em Braga em 1967, licenciou-se em Economia na Universidade Lusíada de Lisboa em 1991 e é mestre em Economia Monetária e Financeira pelo Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) desde 1997. Foi gestora financeira da Refer de 2001 a 2007 e, mal estoirou a polémica com a demissão de alguns dos seus colegas do Governo responsáveis pelos contratos de swaps exóticos, disponibilizou-se de imediato para esclarecer o que fosse necessário, distanciando-se dos swaps 'exóticos' que fizeram rolar cabeças.

Foi técnica superior do Gabinete de Estudos e Prospectiva Económica do Ministério da Economia entre 1999 e 2001, desempenhou funções de assessora do Secretário de Estado do Tesouro e das Finanças em 2001 e coordenou o Núcleo de Emissões e Mercados do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público entre 2007 e 2011.

Em maio, o Expresso considerou-a um dos 100 portugueses mais influentes este ano, referindo que  se tinha tornado o braço-direito do ministro das Finanças a tempo inteiro e que podia ir mais longe. O que agora se confirma.