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PT/TVI: Paulo Penedos e Rafael Mora ouvidos no parlamento

O ex-assessor da Portugal Telecom (PT) e o vice-presidente da Ongoing vão responder hoje na comissão de inquérito à atuação do Governo no negócio PT/TVI.

O ex-assessor da Portugal Telecom (PT) Paulo Penedos e Rafael Mora, vice-presidente da Ongoing, vão ser hoje ouvidos na comissão de inquérito à atuação do Governo na tentativa de compra de parte do capital da TVI.      Ao terceiro dia de audições, a comissão de inquérito começa de manhã a ouvir Paulo Penedos, que foi um dos intervenientes nas conversas escutadas no âmbito do caso Face Oculta e que deram origem à ideia de existir um plano do Governo para controlar a comunicação social.      Nas audições na comissão parlamentar de Ética, o ex-assessor jurídico da Portugal Telecom assegurou que nem os responsáveis da PT nem o Governo lhe pediram alguma vez para "manipular grupos de comunicação".     Penedos, que invocou o segredo profissional para não responder a todas as questões dos deputados, disse que não lhe suscitou surpresa o facto de a PT querer comprar parte do capital da Media Capital, que detém a TVI.      "O negócio não me suscitou surpresa porque eram conhecidas e públicas as movimentações de diversos grupos de comunicação social nacional e estrangeiros", afirmou.     À tarde, as audições prosseguem com Rafael Mora, vice-presidente da Ongoing, empresa que é acionista de referência da PT.  

Rafael Mora estreia-se na comissão 

Ao contrário do seu parceiro de negócios Nuno Vasconcelos, Rafael Mora não foi ouvido na comissão parlamentar de Ética no âmbito do conjunto de audições sobre liberdade de expressão.      A comissão parlamentar de inquérito iniciou-se na segunda feira, com a audição do ex-ministro das Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações Mário Lino.     Na terça feira foram ouvidos o jornalista da TVI Carlos Enes e o antigo administrador da Media Capital Miguel Pais do Amaral.  

Requerimento do PSD e BE

  Criada por requerimento potestativo do PSD e do BE, a comissão tem como objeto "apurar se o Governo, direta ou indiretamente, interveio na operação conducente à compra da TVI e, se o fez, de que modo e com que objetivos".   Além disso, a comissão visa "apurar se o primeiro ministro disse a verdade ao Parlamento, na sessão plenária de 24 de junho de 2009", quando referiu que não tinha sido informado sobre o negócio.     Para analisar estas questões, os deputados querem ouvir 21 figuras. O primeiro ministro será o último a ouvir e através de depoimento escrito.      Duas das audições pedidas - ao administrador da Prisa Manuel Polanco e ao administrador não executivo da Media Capital Juan Luís Cebrián - ainda não têm data marcada.        *** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.