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PT SGPS não vai pagar 15,3 de milhões de bónus a Zeinal, Granadeiro e Pacheco de Melo

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FOTO TIAGO MIRANDA

A PT SGPS já tinha avisado a CMVM que não iriam ser pagos bónus a antigos administradores, por causa do investimento ruinoso na Rioforte. As contas de 2014 tornaram-no claro: a PT não vai entregar a Zeinal, Granadeiro e Pacheco de Melo remunerações variáveis no montante de 15,3 milhões de euros. A PT vai mudar de nome para Pharol.

Anabela Campos

A PT SGPS teve um prejuízo de 302,8 milhões de euros no exercício de 2014, um resultado que é influenciado negativamente pela aplicação na Rioforte, onde a PT SGPS perdeu quase 900 milhões de euros, e pelas contas da brasileira Oi, onde a empresa portuguesa detém 27,5% do capital.

As contas publicadas no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) revelam que a operadora liderada por João Mello Franco já decidiu não pagar a remuneração váriavel aos antigos administradores. A decisão teve "luz verde" dos auditores e está refletida nos resultados. 

Em causa estão 15,3 milhões de euros. Sem bónus irão ficar os ex-presidentes do grupo PT Zeinal Bava e Henrique Granadeiro e o ex-administrador financeiro Luís Pacheco de Melo. As remunerações variáveis, recorde-se, são pagas diferidamente durante três anos. Resta saber se vai haver litigância, a administração da PT SGPS diz que não está preocupada com isso. 

Não obstante os cortes de custos com pessoal, a PT SGPS vê aumentar muito os gastos na rubrica "fornecimentos e serviços", que sobem de 3,1 milhões de euros para 26,2 milhões de euros. Os valores são inflacionados por custos ocorridos com a combinação de negócios com a Oi, incluindo 18,2 milhões gastos em assessoria financeira e outras.

PT SGPS vai chamar-se Pharol  

A PT SGPS vai em breve sair da antiga sede em Picoas e deverá mudar-se para as Amoreiras, segundo o Expresso apurou. A antiga dona da PT também vai mudar de nome. Em vez de PT SGPS passará a chamar-se Pharol. O nome foi proposto pelo Novo Banco, Ongoing e Visabeira e será um pontos em discussão na Assembleia Geral extraordinária marcada para dia 29 de maio.