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PS considera prematuro assumir cortes nos investimentos públicos

Confrontado com a proposta do CDS de se suspender já o projeto do TGV, o líder parlamentar do PS, Francisco Assis, disse esperar que o partido não se exclua da concertação de esforços entre Governo e PSD no combate à crise financeira

O líder parlamentar do PS considerou hoje "prematuro" assumir o corte dos grandes investimentos públicos, mas disse esperar que o CDS não se exclua da concertação de esforços entre Governo e PSD no combate à crise financeira.

"O país precisa de resolver os seus problemas em matéria de equilíbrio de finanças públicas, mas tem também um problema de crescimento económico, que não se resolve com o abandono de alguns grandes investimentos públicos", sustentou Francisco Assis, depois de confrontado com a proposta do CDS de suspender já o projeto de alta velocidade ferroviária (TGV).

Francisco Assis falava aos jornalistas na Assembleia da República, numa declaração em que considerou "prematuro" falar-se no abandono de grandes investimentos públicos, mas em que se congratulou com o resultado da reunião de hoje, em São Bento, entre o primeiro ministro, José Sócrates, e o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho.

Prevalece clima de compromisso político

"Está a prevalecer o clima de compromisso político em relação a um outro anterior de crispação, que infelizmente marcou de forma muito negativa a vida política em Portugal", disse Assis, numa crítica indireta à anterior direção social democrata de Manuela Ferreira Leite.

Para o combate à atual situação de crise financeira, Francisco Assis disse que grande parte da solução do problema passa pela União Europeia, embora Portugal tenha de ter "respostas, que passam pela capacidade de conseguirmos estabelecer compromissos no plano interno".

"Nesse sentido, o encontro de hoje entre o primeiro ministro e o líder do maior partido da oposição revelou-se de uma grande utilidade e merece ser saudado. Esperamos que outros líderes partidários possam acompanhar também esse esforço de afirmação de algumas convergências nacionais neste momento difícil da nossa vida", frisou o presidente do Grupo Parlamentar do PS.

Interrogado se o PS aceita que o CDS se junte a esse esforço de convergência, Francisco Assis salientou que Pedro Passos Coelho lidera "o maior partido da oposição, ao qual incumbe a função de se constituir como uma alternativa de poder".

"Em relação ao dr. Paulo Portas, não há nenhuma razão de facto para que se exclua deste esforço de consenso. E não há também qualquer razão para excluir qualquer líder partidário", disse.

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

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