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Previsões do Governo apontam para recessão entre 2,2 e 2,3%

"Será revista em alta entre 2,2 e 2,3, é esta a nossa previsão e será muito provavelmente aquela que acompanhará o cenário macroeconómico do Orçamento de Estado que será apresentado na Assembleia da República", disse hoje Passos Coelho.

O primeiro-ministro disse hoje que a previsão do Governo para o próximo ano aponta para uma recessão entre 2,2 e 2,3 por cento, sublinhando que deverá ser a previsão que acompanhará o cenário macroeconómico do Orçamento do Estado.

Durante o debate quinzenal na Assembleia da República, e quando respondia a perguntas do líder do BE, Passos Coelho aproveitou para esclarecer a questão dos números sobre a contração da economia.

Sublinhando que o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, "nunca afirmou que a recessão seria de 2,5 por cento no próximo ano" e que esse número foi apontado por um jornalista, Passos Coelho adiantou que para o ano "a perspetiva de contração de 1,8 não é mantida por razão estritamente externa", situação que "foi já objeto de interação com a troika". Assim, acrescentou, a perspetiva de contração será revista em alta, entre 2,2 e 2,3 por cento.

"Será revista em alta entre 2,2 e 2,3, é esta a nossa previsão e será muito provavelmente aquela que acompanhará o cenário macroeconómico do Orçamento de Estado que será apresentado na Assembleia da República", revelou.

Incerteza internacional motiva recessão

Na terça-feira, no Fórum da TSF, o secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro confirmou que a recessão económica em Portugal em 2012 será mais profunda que o previsto, podendo chegar aos 2,5 por cento, devido à conjuntura internacional.

"As pessoas em Portugal não veem o que se passa no dia a dia lá fora, com números negativos a sair todos os dias nos Estados Unidos da América, e ao termos esta incerteza, obviamente que os cenários [macroeconómicos] têm de ser modificados, mas não por não estarmos a fazer o que temos de fazer, mas sim pela situação internacional", argumentou Carlos Moedas, quando questionado sobre a manchete de segunda-feira do Diário Económico, que dava conta de uma degradação das previsões de recessão para 2012, acima dos 2 por cento e que pode chegar aos 2,5 por cento.

"Estará à volta disso", respondeu Carlos Moedas, vincando que "a questão não é olhar para uma ou duas décimas, é a incerteza internacional que [motiva que] a recessão que já estava prevista possa ser ligeiramente mais profunda, é a tendência que estamos a ver ao olhar para os mercados internacionais".