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Presidente do Eurogrupo não quer discutir défice português

"Não é bom sinal manter a discussão sobre o défice aberta", disse Jeroen Dijsselbloem.

Daniel do Rosário, correspondente em Bruxelas

Os responsáveis da zona euro rejeitaram hoje a pretensão portuguesa de flexibilizar a meta do défice para 2014, de 4 para 4,5%, e pressionaram o governo a cumprir os compromissos assumidos.

"É importante manter o acordado no âmbito do programa, incluindo as metas do défice", afirmou o presidente do Eurogrupo à entrada para a reunião dos ministros das finanças da zona euro que decorre em Vilnius, Lituânia.

"Não penso que seja um bom sinal manter a discussão aberta sobre se a meta (do défice) deve ser mais alta ou mais baixa, o mundo exterior deve perceber que Portugal e o governo português está empenhado em relação ao que tem que ser feito e ao que foi acordado e isso ajudará a sair do programa o mais depressa possível", acrescentou Jeroen Dijsselbloem.

Olli Rehn alinhou pelo mesmo diapasão, embora num registo menos assertivo: "é importante manter o rumo de uma consolidação consistente das finanças públicas. (...) No que diz respeito às reformas económicas e consolidação orçamental, é importante que o país cumpra os seus compromissos e as suas metas".

O comissário europeu responsável pelos assuntos económicos e monetários acrescentou ainda que "é muito importante garantir que Portugal tem êxito no seu programa de ajustamento", garantindo que Bruxelas está "a apoiar Portugal nas suas reformas para restabelecer a competitividade, para um crescimento sustentado e criação de emprego, que é o que os portugueses realmente precisam".

Portugal está na agenda desta reunião do Eurogrupo, onde os parceiros da zona euro esperam sobretudo obter garantias da parte de Maria Luís Albuquerque em relação à implementação do programa de ajustamento, a começar pela forma como o governo tenciona compensar as medidas chumbadas pelo Tribunal Constitucional.