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Presidente da CGD pede "coesão nacional"

O presidente do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) defendeu hoje "um juntar de esforços" entre as "forças políticas, empresariais e sociais" para rapidamente voltar à imagem que Portugal tinha no exterior.

O presidente do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) defendeu hoje "um juntar de esforços" entre as "forças políticas, empresariais e sociais" para "mostrar ao mundo que a descida dupla" do 'rating' português é "injusta".

"Não vou comentar se o corte do 'rating' é justo ou injusto, ele foi feito e portanto agora temos de enfrentar uma situação difícil e temos de saber enfrentá-la, em primeiro lugar, com uma grande coesão nacional", afirmou Faria de Oliveira.

O presidente da CGD falava aos jornalistas à entrada para a cerimónia de entrega do Prémio Pessoa 2009 ao Bispo do Porto, Dom Manuel Clemente, na Culturgest.

"É neste momento muitíssimo importante que, desde as forças políticas, até às empresariais e sociais, haja na realidade um juntar de esforços para rapidamente voltar à imagem que Portugal tinha no exterior, penso que isso é possível", considerou.

"PEC, um elemento essencial"

Fernando Faria de Oliveira apontou como "fundamental" a aceleração "do reequilíbrio das finanças públicas" e considerou o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) "um elemento essencial" que pode merecer "eventuais ajustamentos que melhorem a nossa imagem no exterior".

"Estou confiante que, com solidariedade entre todos, e essa é a palavra chave, vamos ultrapassar estes problemas maiores e mostrar ao mundo que esta descida dupla no nosso 'rating' de facto não é justa", resumiu.

O presidente da CGD defendeu ainda medidas de curto prazo com efeitos no "crescimento económico", como "a integração das empresas em redes de produção e distribuição internacionais que facilitem a exportação" e uma "nova abordagem dos mercados e dos modelos de negócio das empresas".

A longo prazo, disse que deve ser procurado "um novo modelo de crescimento económico, baseado nos setores em que Portugal tem vantagens competitivas".

*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***

Clique para ler a Nota da Direcção do Expresso sobre o novo Acordo Ortográfico.