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Prémios ou banha da cobra?

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Hélder Oliveira

Falta de clareza leva ministério a recomendar transparência às empresas que usam selos publicitários e às entidades que os atribuem.

Está lançado o aviso. O Governo quer que as marcas que recorrem a selos distintivos (como o Produto do Ano, Escolha do Consumidor ou Superbrands, entre outros) como forma de publicidade passem a referir na mesma imagem qual é a amostra que serve de base ao estudo e se há um pagamento associado. A recomendação consta de um documento, subscrito pela Direção-Geral do Consumidor (DGC), a que o Expresso teve acesso, que se dirige aos operadores económicos (que utilizam e que emitem os selos) bem como aos consumidores. Leonardo Mathias, secretário de Estado da Economia, que tutela a DGC, assinala que há uma "assimetria de informação entre os vendedores e os consumidores", sustentando que "quando uma entidade usa um selo tem de ficar claro que o selo é (atribuído pelo sector) privado". Para o secretário de Estado da Economia, a autorregulação, para já, é suficiente se "no selo explicarem qual é a amostra e se há pagamento", diz. No entanto, Leonardo Mathias não exclui que, no âmbito da revisão do Código da Publicidade, os selos distintivos, sendo uma forma de comunicação comercial, possam vir a ser abrangidos. 

Leia mais na edição deste fim de semana.