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Preços do petróleo sobem após ataques da Arábia Saudita ao Iémen

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Os bombardeamentos liderados pela Arábia Saudita tem procurado atingir as posições dos rebeldes houthis no Iémen

Getty

Analistas consideram que o mercado terá voltado a reagir quanto aos riscos de quebras no fornecimento devido a fatores geopolíticos, algo que não se verificava há vários últimos meses.

Os preços do petróleo atingiram esta quinta-feira o seu valor mais alto das últimas duas semanas - após as notícias do lançamento da operação contra o movimento rebelde xiita dos houthis no Iémen - com o preço do barril de Brent a chegar próximo dos 60 dólares, o que representa uma subida de 6%.

O barril de referência na Europa chegou aos 59,71 dólares, apesar de depois ter travado a escalada e ter descido para 56,50 dólares. "A importância disto é talvez o mercado ter começado a reagir novamente perante os riscos geopolíticos do fornecimento, um fator que tem estado ausente nos últimos meses", refere uma mensagem enviada aos clientes da Energy Aspects, empresa de estudos de mercado sedeada em Londres.

As quebras no consumo e a consequente situação de excesso de oferta fez com que os preços tenham tido descidas significativas ao longo dos últimos meses. Uma situação que poderá ter começado a sofrer agora alterações em sequência da operação militar lançada pela Arábia Saudita com mais quatro países do Golfo Pérsico sobre o Iémen.

O regime do Iémen havia solicitado por auxílio face ao avanço dos rebeldes houthis, que esta quinta-feira conseguiram chegar à entrada cidade de Aden

Conjuntamente a Arábia Saudita, participam na operação militar os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, o Qatar e o Bahrein.