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Poupanças dos emigrantes. Novo Banco já tem solução aprovada

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Novo Banco promete devolver as aplicações dos emigrantes que investiram em produtos de ações preferenciais. Mas não a totalidade.

O Novo Banco reitera que está a trabalhar para devolver as aplicações dos clientes emigrantes que investiram em ações preferenciais, através dos produtos Poupança Plus, Top Renda e EuroAforro. São oito mil os lesados num total de 800 milhões de euros.

Num esclarecimento enviado à Lusa, uma fonte oficial diz que o banco "já possui uma solução, aprovada pelo Banco de Portugal", para as aplicações desses clientes. O Novo Banco está a realizar "formalidades prévias" em conjunto com as entidades envolvidas, nomeadamente o Credit Suisse e outras entidades com a custódia dos títulos.

A solução comercial, segundo o banco, "passa pelo crédito das obrigações nas contas dos clientes, o que apenas pode ser alcançado com a prática de formalidades prévias de liquidação das ações preferenciais".

Solução não devolve totalidade do capital

A solução "permitirá, a prazo, uma recuperação importante do capital investido", mas não a totalidade.

No início de março, na apresentação de resultados, o presidente do Novo Banco, Stock da Cunha, referiu que "a solução está encontrada" mas era preciso "desmontar os veículos para conseguir os ativos subjacentes".

Estas ações preferenciais são maioritariamente detidas por emigrantes portugueses de primeira geração residentes em França e na Suíça.

Um grupo destes emigrantes lesados pelo colapso do BES marcara para 30 de maio, em frente a uma dependência bancária em Paris, uma manifestação para reivindicar o reembolso das poupanças.