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Portugal sobe para 8º lugar no risco de bancarrota

A situação de quatro países da zona euro - Grécia, Portugal, Irlanda e Espanha - continua a agravar-se. Grécia está próximo do risco da Venezuela. Portugal ultrapassou a Islândia, e está com um risco superior a 23%

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)

Apesar das palavras tranquilizadoras do G20 durante este fim de semana ou mesmo das palavras de Jean-Claude Trichet ao Expresso no sábado, as notícias vindas da Alemanha, de grande confusão política sobre a atitude a tomar face à Grécia, tornaram a agravar o estado de nervosismo dos mercados ligados à dívida soberana.

O mercado dos credit default swaps (cds) está, de novo, ao rubro para quatro países da Zona Euro considerados mais frágeis, segundo os "indicadores de vulnerabilidade" divulgados pelo Fundo Monetário Internacional na semana passada, e a que já fizemos referência.

A Grécia está a subir para mais de 700 pontos base (o custo dos cds, seguros contra a hipótese de bancarrota do país) e ultrapassou os 43% de risco de default (de incumprimento das obrigações da dívida), segundo os dados da CMA DataVision. A diferença em relação às condições de crédito para a Alemanha, a referência na zona euro, é agora de um adicional de mais de 6%. Esá já em segundo lugar no clube dos de maior risco. Ultrapassou a Argetina e aproxima-se do risco da Venezuela.

Portugal ultrapassa Islândia

A situação portuguesa, também, se está agravar com o custo dos cds relativos à dívida portuguesa a subir para mais de 315 pontos (ouseja, um adicional nas condições de crédito de mais de 2,5%) e o risco de default a atingir um valor próximo de 24%. O país acabou de ultarpassar, esta manhã, a Islândia na percepção de risco, e subiu mais um degrau no clube mundial de maior risco. Agora passou ao 8º lugar - está a menos de dois pontos percentuais do Dubai.

A formação em voo, a que temos referido, continua a manifestar-se neste mercado, com a Irlanda acima dos 200 pontos base de custos dos cds, e já acima da Linha Maginot dos 16% de risco de default, e a Espanha ligeiramente abaixo, ainda nos 15% de risco. A situação do "lixo toxico" no sistema bancário irlandês (estimado em mais de 50% do PIB) continua a preocupar os investidores e a percepção em Espanha de que este país poderá entrar numa lógica de crescimento "à japonesa" caiu como um balde de água fria.