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Portos: Recordes sucessivos de crescimento

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Sines representa metade da atividade dos sete maiores portos do continente

José Ventura

As alterações que o Governo efetuou na atividade portuária - desde o enquadramento laboral à eliminação de taxas que eram recebidas pelas administrações portuárias - tornaram o setor mais competitivo e fomentaram o seu crescimento. No entanto, os grandes exportadores dizem que os maiores ganhos ficaram para os operadores portuários, sem reduzir a fatura de quem exporta.

J.P.F. Palma-Ferreira

Sines bate recordes sucessivos na atividade portuária. É, por isso, o melhor exemplo do crescimento português neste setor. Os principais operadores de carga marítima reconhecem que os resultados do porto alentejano refletem a orientação estratégica que Portugal seguiu nos últimos 15 anos para desenvolver e modernizar as principais infraestruturas portuárias do país. Mas enquanto o Governo já diz que é uma "estratégia vencedora", as empresas que operam no setor são mais moderadas, considerando que o crescimento atingido é apenas o primeiro passo para poder ir mais longe. Porque, na comparação ibérica, ou europeia, a dimensão portuária nacional continua a ser muito pequena.

Depois da queda registada em 2009 - em que o movimento de mercadorias nos sete principais portos do continente regrediu para 60,8 milhões de toneladas (ver gráfico) -, tornou-se evidente que a atividade portuária recuperou lentamente até 2012 e a seguir disparou. No final de 2014 foi batido um novo recorde nacional com 82,69 milhões de toneladas de mercadorias movimentadas, mais 4,2% do que em 2013.

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