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Porque é que a PT ainda não processou o BES? E porque se humilhou ante a Oi?

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FOTO MARCOS BORGA

Granadeiro faz perguntas ferozes sobre a relação entre a PT SGPS e os brasileiros da Oi, questionando o processo de venda da PT Portugal.

Pedro Santos Guerreiro e Anabela Campos

Reflexão 1: Por que é que a PT SGPS ainda não processou o BES?

Reflexão 2: Por que é que a PT SGPS está passiva ante o Banco de Portugal?

Reflexão 3: Por que é que a PT SGPS se humilhou ante os brasileiros da Oi, apesar de ser o seu maior acionista?

Reflexão 4: Por que é a Oi vendeu a PT Portugal, destruindo as sinergias?

Estas reflexões foram feitas por Henrique Granadeiro esta tarde na Assembleia da República, mas são mais insinuações ou acusações do que dúvidas.

Durante a Comissão Parlamentar de Inquérito ao caso Espírito Santo, o antigo presidente da PT Portugal deixou dúvidas sobre a relação entre a PT SGPS e a os brasileiros da Oi.  

Sendo a PT SGPS o maior acionista da Oi, "por que é que a PT se mantém numa posição subalterna e humilhante?", questionou Granadeiro, já sobre o período em que já tinha saído da empresa. Granadeiro saiu em setembro de 2014. O gestor refere-se ao processo que levou à venda da PT Portugal. 

"A venda da PT Portugal elimina totalmente o racional estratégico da fusão" entre a Oi e a PT, pelo que o objetivo da operação fechada já este ano com a Altice foi substituir a criação de uma grande operador de língua portuguesa (que resultaria da fusao) por "uma média empresa brasileira", permitindo-lhe libertar-se "da ameaça de default". Ou seja, segundo Granadeiro, a Oi vendeu a PT Portugal para poder pagar as suas dívidas. 

Aliás, prosseguiu, "o investimento em papel comercial do GES teve muito menos prejuízo na Oi do que o seu próprio desempenho operacional", que contininou a retirar valor à empresa brasileira.  

Já antes Granadeiro tinha afirmado que a venda da PT Portugal tinha sido feita esquecendo ou abdicando das sinergias antes calculadas.