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Plano do Banco de Portugal era "inexequível", aponta Salgado

O ex-presidente do grupo GES relaciona o fim do Banco Espírito Santo com o facto do plano de recuperação da instituição não ter sido concluído.  

Ricardo Salgado diz que a auditoria encomendada pelo Banco de Portugal à Price Waterhouse apontou no sentido do Banco Espírito Santo poder ser "económica e financeiramente viável", e responsabiliza o fim da instituição por não ter sido concluído o seu plano de recuperação.

Durante a sua intervenção desta manhã perante a comissão de inquérito na Assembleia da República, o ex-presidente do grupo GES e do banco BES afirmou que a 5 de dezembro de 2013 alertou o Banco de Portugal de que o plano de recuperação, que lhes fora apresentado dois dias antes era "inexequível". O plano previa que o BES efetuasse reembolsos num prazo de 18 dias úteis.

Salgado diz que foi acertado um outro plano com um prazo de execução de cinco anos, que previa nomeadamente a redução da área financeira e a promoção da sustentabilidade.

"O plano foi iniciado mas não foi concluído o que nos remete para o fim da história do Banco Espírito Santo", afirmou.