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Pires de Lima. Desconvocação da greve foi "um ótimo presente de Natal"

O ministro apela aos três sindicatos restantes que desconvoquem a greve

Patrícia de Melo Moreira/AFP/Getty

O ministro da Economia confirmou esta quarta-feira que nove dos 12 sindicatos desconvocaram a greve e apelou a que os restantes três se juntassem às negociações. O "único compromisso" assumido pelo Governo foi o de não aprovar o caderno de encargos antes do dia 15 de janeiro. "A privatização de 66% da TAP vai avançar."

O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou esta quarta-feira que "nos dias 27, 28, 29 e 30 de dezembro a TAP vai voar", confirmando que nove dos 12 sindicatos da empresa desconvocaram a greve marcada para estes dias. 

"O bom senso e o espírito negocial prevaleceram. O Governo mostrou firmeza, conjugada com espírito negocial. Deixo um apelo aos três sindicatos que ainda ficaram de fora. Não é tarde para se juntarem à negociação. Desconvoquem a greve e nós desconvocamos a requisição civil." 

De fora ficaram o SITAVA (Trabalhadores da Aviação Civil), o SINTAC (Trabalhadores da Aviação e Aeroportos) e o SNPVAC (Pessoal de Voo), que dizem manter "todas as ações de luta agendadas".

Pires de Lima diz que a requisição civil se mantém para esses três sindicatos, mas no espírito de que se possam juntar à plataforma sindical" que estará presente no grupo de trabalho com o Governo. Se se juntarem, poderão fazer parte da discussão de "questões legítimas" e "influenciar o caderno de encargos".  

Já a privatização de 66% da TAP "vai avançar", lembrou o ministro. "A TAP precisa de investimento para assegurar a sua competitividade no mercado", acrescentou, lembrando que a decisão da privatização não estava em discussão. "O único compromisso que o Governo assumiu foi o de não aprovar o caderno de encargos antes de 15 de janeiro."

Até lá, o ministro diz haver "margem de manobra" para "fazer funcionar este grupo de trabalho e acolher o conjunto de preocupações que possam ser consideradas razoáveis". 

A propósito da convocação da requisição civil, Pires de Lima disse que o Governo "teve de tomar essa decisão porque fomos confrontados com uma greve que feria o interesse público", assim como o interesse de "alguns sectores vitais da nossa economia".