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Pilotos da Portugália também vão parar entre 1 e 10 de maio

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Os pilotos da Portugália decidiram juntar-se aos seus colegas da TAP e aderiram aos dez dias de greve aprovados esta quarta-feira.

Os pilotos da Portugália decidiram esta sexta-feira marcar uma greve para o mesmo período anunciado pelos seus colegas da TAP: 1 a 10 de maio.

Na deliberação aprovada em assembleia-geral, os pilotos da Portugália acusam a administração de ignorar as suas reivindicações e garantem que o processo negocial em curso desde maio de 2014 "chegou a um impasse".

Em causa estão interpretações divergentes sobre alguns aspetos do Acordo de Empresa, ratificado em agosto de 2009, como por exemplo os "automatismos salariais". Os pilotos entendem que já deveriam ter sido repostas as diuturnidades suspensas desde 2011, "após a sua exclusão do perímetro empresarial do Estado", mas a administração considera que não.

Para os pilotos da Portugália, a administração da companhia não tem demonstrado "uma postura construtiva e responsável" e nas reuniões entretanto realizadas com o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil ficou claro "que seria necessário desencadearem vigorosas ações industriais para sensibilizarem os seus interlocutores para flexibilizarem a sua irredutibilidade nas matérias críticas da negociação, com incidência nos custos de exploração".

"A TAP/PGA e o Governo procuram valorizar artificialmente o Grupo TAP perante os potenciais investidores, encobrindo os prejuízos exorbitantes que os seus gestores lhe infligiram" e "pretendem aumentar os lucros dos investidores e os prémios dos mesmos gestores, à custa do sacrifício dos seus Pilotos", pode ler-se deliberação aprovada.

Os pilotos da Portugália  entendem que "o contexto macroeconómico tem evoluído favoravelmente" e que "a acentuada redução do custo do combustível, presente e futura, traduz-se numa previsível melhoria da conta de exploração da empresa que permite acomodar, sustentadamente, o pequeno acréscimo de custos associado à adoção dos compromissos assumidos no passado e da satisfação das aspirações dos Pilotos da PGA, propostas pelo SPAC". 

Ao contrário dos seus colegas da TAP, os pilotos da Portugália não manifestam no documento disponibilidade para desconvocar a greve.