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Passos surpreendido com ameaça de greve na TAP. "Normalmente, nós gostamos que os acordos possam ser respeitados"

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Entendimento alcançado em dezembro entre os pilotos, a TAP e o Governo tinha levado à desconvocação de uma greve para o período do Natal. Agora, o acordo está em risco.

O primeiro-ministro manifestou-se esta quinta-feira surpreendido com a possibilidade de o Sindicato de Pilotos da TAP pôr em causa o acordo estabelecido com o Governo e recorrer à greve. 

"Eu espero que isso não venha a acontecer, porque o acordo que foi alcançado está a ser respeitado pelo Governo e, normalmente, nós gostamos que os acordos que vamos fazendo possam ser respeitados", declarou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, à margem de uma conferência sobre investimento em Portugal, na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

O chefe do executivo PSD/CDS-PP reagiu à posição do Sindicato dos Pilotos da TAP "com surpresa, porque na altura foi alcançado um acordo", e rejeitou que sejam invocadas condições fora do texto escrito acordado: "Quando se faz um acordo que é reduzido a escrito, não há ambiguidade naquilo que se acorda. Aquilo que se acorda é aquilo que está no texto do acordo. O que está no acordo foi subscrito pelos dois parceiros, o que não está no acordo não foi acordado evidentemente". 

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) considerou na quarta-feira que as negociações com a TPA e a PGA (Portugália Airlines) sobre os acordos de empresa estão num "impasse insanável" e marcou assembleias de empresa na próxima semana para os pilotos decidirem o que fazer.