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Passos Coelho admite privatizar Caixa (vídeo)

O líder do PSD admitiu, em entrevista à agência Reuters, privatizar parte da Caixa Geral de Depósitos, mas mantendo o Estado com uma posição maioritária. (Veja o vídeo SIC.)

O líder do PSD abriu, ontem, a porta para privatizar parte da Caixa Geral de Depósitos. É uma das medidas que deverão constar do pacote de privatizações a efetuar, caso o PSD vença as mais do que prováveis legislativas antecipadas. Em entrevista à agência Reuters, Passos Coelho disse que do atual portfolio da CGD "não cabe nem a função seguradora, nem intervenções na área de Saúde".

"Estou convencido de que precisamos de reorientar, muito claramente, o mandato da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Dentro desse mandato não cabe nem a função seguradora, nem intervenções na área de Saúde, nomeadamente através do grupo que a CGD tem nos Hospitais Privados Portugueses. E julgo que precisaremos abrir o capital da Caixa a privados também", disse Pedro Passos Coelho.

O líder do PSD entende que o Estado deve manter a maioria do capital da Caixa, mas que parte do capital deve ser disperso por pequenos aforradores, em Portugal, em Bolsa.

Parpública, TAP, Águas de Portugal são outras empresas onde o PSD pretende levar reformas no sentido da privatização.

No que ao possível resgate da UE/FMI em Portugal diz respeito, o líder do PSD voltou a dizer que não é uma situação desejável e que o PSD tem planos para redirecionar a estratégia de redução do défice.

"Em primeiro lugar, eu espero que a ajuda externa e ao Fundo Europeu de Estabilização não seja necessário em Portugal", disse, acentuando a necessidade de "corrigir, rapidamente, tão depressa quanto possível, o nosso desempenho orçamental, e a criação de condições de confiança na estratégia económica que está a ser seguida".

"Portanto, do ponto de vista do PSD, esta crise política pode ser uma oportunidade para nós virmos a ter um Governo mais fortemente comprometido com uma estratégia de redução de despesa, da dívida externa e da dívida pública, e que consiga gerar mais confiança no mercado de modo a que as taxas possam refletir essa confiança, regressando a valores que sejam sustentáveis", concluiu.