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"Os acordos em homens de palavra são para se cumprir." Pires de Lima reage ao "impasse insanável" na TAP

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FOTO PAULO NOVAIS / LUSA

Entendimento alcançado em dezembro tinha levado à desconvocação de uma greve para o período do Natal. Agora, o acordo entre pilotos, TAP e Governo está em risco.

Raquel Pinto

Raquel Pinto

Jornalista

O ministro da Economia mostrou-se surpreendido com o anúncio do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC), que afirmou esta quarta-feira que as negociações com a TAP, a Portugália e o Governo chegaram a um "impasse insanável". "Eu não conheço essa notícia", começou por dizer Pires de Lima aos jornalistas, à margem da cerimónia de abertura do World Food Tourism Summit, no centro de congressos do Estoril. 

"Não vou querer comentar. Diria apenas que os acordos em homens de palavra são para se cumprir", acrescentou o ministro. 

Em causa está o acordo assinado entre os sindicatos que aceitaram desconvocar a greve em dezembro, onde se inclui o SPAC, o Governo e a administração da TAP. O entendimento alcançado na altura tinha levado à desconvocação de uma greve para o período do Natal.

Em comunicado divulgado esta quarta-feira de tarde, a direção da SPAC afirmou que o processo negocial chegou a um "impasse insanável" e anunciou a convocação de duas assembleias gerais para os próximos dias 15 e 16,  para que os pilotos deliberem sobre "todas as medidas necessárias e suficientes", no sentido de sensibilizar a TAP, a Portugália e o Governo  para a "adoção de um comportamento responsável e para a imperatividade do integral cumprimento dos acordos e compromissos em causa".

"O impasse a que estes processos chegaram ficou mais uma vez confirmado na reunião ocorrida entre o SPAC e a TAP no passado dia 26 de março, em que a TAP reiterou a sua intransigência em dois pontos fundamentais (não reposição das cinco diuturnidades suspensas desde 2011 e incumprimento do acordo de 1999), refugiando-se em falsos argumentos e pretextos", sustenta o sindicato.