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OCDE revê em alta evolução da economia portuguesa para 1,5% em 2015

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A economia portuguesa poderá crescer entre 1,3% e 1,5% em 2015, podendo chegar aos 2% em 2016, segundo a OCDE

O secretário-geral da OCDE afirmou hoje que a economia portuguesa poderá crescer entre 1,3% e 1,5% em 2015, podendo chegar aos 2% em 2016, beneficiando da desvalorização do petróleo e do euro.

"O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) atingiu os 0,9% em 2014, e esperamos que atinja, no mínimo, entre 1,3% e 1,5% em 2015 e que continue nessa progressão mais perto dos 2% em 2016", disse hoje Ángel Gurría durante a apresentação pública do relatório de diagnóstico 'Uma estratégia de competências para Portugal', que decorre em Lisboa.

Na sua intervenção, o responsável referiu que a previsão da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para o crescimento da economia "era um pouco mais baixa", mas perante "as condições" atuais, a Organização reviu em alta a evolução do PIB português.

"Tínhamos uma projeção que era uma pouco mais baixa, mas com as condições que temos agora, com o preço do petróleo mais baixo, com os juros mais baixos, previsivelmente, no curto e no médio prazo, e com a competitividade do euro", a Organização reviu as suas previsões, disse Gurría.

De acordo com o secretário-geral da OCDE, a conjugação de todos estes fatores cria "as possibilidades de desenvolvimento e de crescimento mais dinâmico para os próximos anos".

No 'Economic Outlook', publicado a 25 de novembro, a OCDE antecipava um crescimento da economia portuguesa de 0,8% em 2014, abaixo da previsão de 1% do Governo, e um défice orçamental de 4,9%, acima dos 4,8% previstos pelo executivo já segundo o novo Sistema Europeu de Contas.

Para 2015, a OCDE previa um crescimento de 1,3% e um défice orçamental de 2,9%, sendo que em ambos os casos as previsões eram mais pessimistas do que as do executivo em duas décimas.

Para 2016, e de acordo com o 'Economic Outlook', a previsão da OCDE era a de que a economia portuguesa acelerasse e que o PIB atingisse um crescimento de 1,5% ao mesmo tempo que o défice orçamental se reduziria para 2,3% do PIB.