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Objetivo da Galp produzir 300 mil barris de petróleo por dia adiado para depois de 2020

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A meta da Galp ter uma produção de petróleo equivalente ao consumo do mercado português vai "resvalar" no tempo, passando além do ano 2020, que era o objetivo inicialmente fixado pela empresa.

J. F. Palma-Ferreira

A Galp prevê que a sua produção vai aumentar "significativamente" a partir de 2015, com a entrada em produção de novos navios-plataforma (FPSO), mas os objetivos iniciais de atingir uma produção própria de 300 mil barris diários - equivalente às necessidades do mercado português numa conjuntura económica "normal" -, serão adiados. Trata-se de um reajuste em consonância com os atuais condicionalismos do mercado, que exigem a redução do volume de investimento anual, admitiram ao Expresso fontes da empresa.

Todas as companhias petrolíferas efetuaram reajustes nos seus projetos e a Galp não ficou fora desta tendência de mercado, adequando os resultados da produção (que refletem a queda da cotação do petróleo) às necessidade de investimento para desenvolver os projetos em curso.

O administrador financeiro da Galp, Filipe Silva, reconheceu hoje, em Londres, que os fluxos de caixa sem amortizações, impostos e depreciações libertados pela produção de petróleo (EBITDA) "vão baixar em 2015 assumindo uma cotação para o petróleo do mar do norte, o Brent, de 55 dólares por barril".

Em contrapartida, Filipe Silva prevê que os custos técnicos da produção petrolífera da Galp (excluíndo o pagamento de direitos pela concessões e impostos) "vão baixar dos 27 dólares por barril, registados em 2014, para os 22 dólares por barril em 2019".

O administrador finaneiro revelou que a dívida líquida da Galp, incluindo o empréstimo efetuado pelos chineses da Sinopec aumentou de 1,3 mil milhões de euros em 2013 para 1,6 mil milhões de euros no final de 2014, mas a taxa de juros média caiu, respetivamente, de 4,6% para 4,2%, enquanto o prazo médio desta dívida foi dilatado, respetivamente, de 3,6 para 3,7 anos.