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O que mudou no Nasdaq desde a bolha

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Bolsa de Nasdaq, em Nova Iorque

Reuters

As empresas da nova economia estão outra vez ao rubro. O Nasdaq continua a atingir máximos no 15º aniversário da bolha de dotcom. Na análise do antes e do depois, são muitas as diferenças que se podem observar no índice e no perfil das empresas tecnológicas cotadas.

Elisabete Tavares e João Ramos

Alugar um vídeo na Blockbuster e ver a série "Survivor" na televisão eram alguns dos hábitos em 2000. Passados 15 anos, a Blockbuster desapareceu, após ter-se recusado a comprar a Netflix por 50 milhões de dólares, e agora quem está na mó de cima é este operador de vídeo a pedido pela internet. Só nos Estados Unidos, a Netflix tem hoje mais de 41 milhões de assinantes que querem ver a série "Guerra dos Tronos" e outros conteúdos exclusivos. E caminha a passos largos para conquistar o mundo, pondo em causa os modelos de distribuição da televisão paga dos operadores de telecomunicações.

Serve este caso extremo de queda e ascensão destas empresas para ilustrar como a paisagem e perfil das tecnológicas mudou em apenas alguns anos.



Ver as diferenças

O nome do índice é o mesmo. Ainda é composto por muitas empresas tecnológicas. Mas, hoje, o Nasdaq é muito diferente do que existia quando rebentou a bolha das dotcom, em 2000. Na altura, a Apple não era sexy nem se afigurava uma tentação para os investidores. Hoje é a empresa mais valiosa do Nasdaq. E do mundo. Tem uma capitalização bolsista de 741 mil milhões de dólares.

Mas, além de a Apple ter passado a liderar o índice, muito mudou: "Não podemos comparar alhos com bugalhos. O Nasdaq de hoje é diferente do Nasdaq de 2000", diz Filipe Garcia, economista da Informação de Mercados Financeiros. "Houve uma reciclagem do índice.

Leia mais na edição deste fim-de-semana.