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O legado de Belmiro, segundo o filho Paulo

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FOTO JOSÉ COELHO / LUSA

"O mais importante é preservar os valores e princípios com que ele fundou a empresa."

"A nossa principal referência vai estar um pouco mais distante", mas "o mais importante de tudo é preservar os valores com que ele fundou a empresa", afirmou esta quinta-feira Paulo Azevedo, presidente executivo da Sonae SGPS, numa referência direta ao pai, Belmiro de Azevedo, que vai deixar o cargo de chairman da empresa na próxima assembleia geral, em abril.

Sobre a cerimónia que reuniu quarta-feira, na Maia, 300 pessoas entre colaboradores, amigos, convidados e família para assinalar os 50 anos do empresário na Sonae, onde entrou em 1965, Paulo de Azevedo referiu que teve "a oportunidade de lhe agradecer tudo, em nome de todos os trabalhadores e das empresas".

"O nosso estado de espírito é de alegria e felicidade, por um lado, porque estamos a comemorar uma vida excecional de grande coerência, mas por outro lado há tristeza. Sabemos que vai continuar ao nosso lado (no conselho consultivo que vai ser criado), como acionista e, até, com uma presença informal, mas sentimos que a nossa principal referência vai estar um pouco mais distante", disse Paulo Azevedo na apresentação de contas da Sonae SGPS.

Sobre a passagem de testemunho, referiu ter aproveitado, também, o momento para comunicar que "estava orgulhoso da confiança" demonstrada.

A missão principal será, a partir de agora, "preservar os valores e princípios com que ele fundou a empresa", acrescentou.

Pouco antes, no final da intervenção sobre os principais negócios do grupo, Ângelo Paupério, que deverá ser co-CEO de Paulo Azevedo na administração da Sonae, fez também uma referência direta a Belmiro de Azevedo e aos valores que o empresário deixa como legado.

"Temos muitas frentes para atuar, mas com a certeza de que vamos continuar a fazer tudo isto em rigoroso alinhamento com os nossos valores, reforçando a nossa cultura, que é o mais valioso legado que nos deixa o engenheiro Belmiro de Azevedo, nosso chefe", disse o gestor.

Sobre o modelo de gestão partilhada que deverá ser adotado pela Sonae, Paulo Azevedo e Ângelo Paupério mostraram-se confortáveis com a nova situação. Trabalham juntos há 25 anos, já se sucederam um ao outro em várias posições na empresa, são "muito complementares (...) e também muito amigos", segundo Paulo Azevedo.

"A probabilidade de haver problemas de conflito é zero", garantem ao mercado.