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O BES Angola "estava em roda livre", Sobrinho só falava com Salgado, diz Ricciardi

José Ventura

Álvaro Sobrinho, ex-presidente do BES Angola, só falava sobre a situação do banco diretamente com Ricardo Salgado, assegura Ricciardi. "Sobre o que se passava no BESA em 2011 e 2012 o BES não tinha informação".    

Anabela Campos e Isabel Vicente

"Não existiam mecanismos de controlo de risco no BES Angola", avança José Maria Ricciardi, por isso, diz, o banco "estava em roda livre". O BES Angola teve sempre um estatuto diferente das outras subsidiárias, afirma, e conta que ele enquanto presidente do BESI tinha de fazer um relatório mensal exaustivo. 

"Em 2011 e 2012 não tinha informação que as coisas no BESA estavam a funcionar pessimamente, pelo contrário", sublinha, "Só no final do verão de 2013 é que percebi, aliás percebemos no BES, que alguma coisa estava a correr mal no BESA, para se começar a pedir garantias estatais", explica aos deputados. Não existiam reservas face às contas do BESA nas contas do BES, lembra.

"Nunca foi pedida avaliação do risco das linhas de crédito concedidas ao BESA", mas isso não foi o problema, diz, adiantando que "o grave foi mesmo não se conhecer a qualidade da carteira de crédito. ninguém a conhecia".  

Ricciardi, diz ainda que Álvaro Sobrinho, presidente do BESA até ao final de 2012, "não falava com absolutamente com ninguém que não fosse o Ricardo Salgado".   

O presidente do BESI assegura que não esteve envolvido em nenhum ´complot` com Álvaro Sobrinho e que o único contato que tem com o ele é por questões clubisticas, ambos patilham a paixão pelo Sporting, sendo que o gestor angolano é acionista do clube leonino.