Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Novo Banco. Fica com ele quem pagar mais

Stock da Cunha já disse que espera "uma fila de candidatos" na compra do Novo Banco

Manuel de Almeida/Lusa

O preço é o critério deteminante na compra do Novo Banco. Stock da Cunha espera uma "fila de interessados". Anúncios da venda estão publicados no "Financial Times" e no "Wall Street Journal" desta quinta-feira.

O preço oferecido é o principal critério na escolha do comprador do Novo Banco. Os potenciais compradores têm de contar com ativos mínimos sob gestão de 100 milhões de euros para se apresentar na disputa.

O presidente Stock da Cunha já disse que espera "uma fila de candidatos". Bruxelas terá sempre a última palavra na escolha do novo dono.



O preço é o critério determinante. Mas o caderno de encargos lista mais dois critérios que têm "uma ordem de relevância decrescente". Além da "atratividade da oferta financeira" da proposta, o segundo critério fala da "disponibilidade para adquirir a totalidade dos ativos colocados à venda" e, finalmente, dos planos estratégicos e de desenvolvimento para o Novo Banco, tendo em conta o impacto geral da operação na concorrência e estabilidade financeira do sector bancário em Portugal.

 

Manifestar interesse até ao fim de 2014

O prospeto determina que aos candidatos basta ter ativos líquidos de 500 milhões de euros ou 100 milhões de euros de ativos sob gestão ou outros recursos financeiros para poderem apresentar propostas de compra.

 

Os antigos acionistas qualificados do BES, com participações acima de 2%, não  podem candidatar-se. O francês Crédit Agricole, está por isso impedido.

As propostas  serão pré-selecionadas pelo Banco de Portugal e terão também de passar pelo filtro de Bruxelas. O Banco Central Europeu e a Comissão Europeia terão uma palavra decisiva, podendo até requerer a adoção de medidas que limitem distorções de concorrência  ou que garantam a viabilidade da entidade resultante da venda.

É possível que tenha de haver negociações com os potenciais compradores para definir os compromissos que estes devam assumir para responder às preocupações manifestadas pela Comissão Europeia.

Os candidatos devem sinalizar junto do Banco de Portugal até ao fim de 2014 o seu interesse na aquisição.

O Fundo de Resolução publicou esta quinta feira na imprensa, incluindo o "Financial Times" e o "Wall Street Journal", um anúncio lançando a venda do Novo Banco. Entre os potenciais interessados, contam-se para já o BPI, o Santander Totta, e os chineses da Fosun.

A publicação do anúncio visar atrair o maior número de interessados na compra da instituição. 

Esta quarta-feira, o Novo Banco revelou que o seu rácio de solvabilidade está nos 9,2% (mínimo é 8%), a sua carteira de crédito é de 43,8 mil milhões e os recursos totais de clientes de 46 mil milhões. Os depósitos de clientes estão nos 25 mil milhões de euros.