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Novo Banco cortou 116 postos de trabalho em Portugal

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FOTO NUNO BOTELHO

Excluindo os encargos não recorrentes, os custos com pessoal foram de 169,6 milhões de euros.

O Novo Banco cortou 116 postos de trabalho entre o início de agosto do ano passado, data da sua criação na sequência da resolução do BES, e o final de 2014. O número de agências em Portugal permaneceu inalterado. 

 

Assim, em dezembro de 2014, o Novo Banco contava com um total de 6.834 colaboradores na rede doméstica, número que compara com os 6.950 funcionários que tinha a 4 de agosto, já em termos ajustados.

 

Ao nível dos balcões, não houve qualquer alteração em Portugal, mantendo-se em funcionamento 631 agências.

 

Na atividade internacional, houve uma redução de 49 colaboradores para um total de 888 funcionários e a rede de balcões fixou-se no final do ano passado em 44 agências, graças à abertura de uma nova agência.

 

No total, houve um corte de 165 trabalhadores para 7.722 funcionários, e um incremento de um balcão para o total de 675 agências.

 

Segundo Eduardo Stock da Cunha, presidente do Novo Banco, que falava aos jornalistas por videoconferência a partir de Londres, a redução do quadro de pessoal "correu sem qualquer problema".

 

O Novo Banco, que apresentou hoje as suas contas entre o início de agosto e o final de dezembro, revelou que teve custos com pessoal na ordem dos 191 milhões de euros, um valor onde se incluem 22 milhões de euros com a reforma antecipada de 53 colaboradores.

 

Excluindo os encargos não recorrentes, os custos com pessoal foram de 169,6 milhões de euros.

 

Stock da Cunha sublinhou que nestes números não se integram os custos relacionados com as saídas ou reformas dos antigos administradores da era Ricardo Salgado, cujas responsabilidades ficaram no Banco Espírito Santo (BES).

Porém, mais tarde, fonte oficial do Novo Banco esclareceu à Lusa que nos 22 milhões de euros estão ainda contempladas as reformas dos ex-administradores.

 

Acontece que o Banco de Portugal, já a 11 de fevereiro, deliberou que as responsabilidades do BES que não foram transferidas para o Novo Banco (a 3 de agosto, data da aplicação da medida de resolução ao antigo BES) abrangem as responsabilidades do BES referentes às pensões de reforma e sobrevivência e de complementos de pensão de reforma e sobrevivência dos administradores do BES que tenham sido membros da sua comissão executiva.

 

Isto significa que, na prática, apesar de ainda constarem nos resultados do Novo Banco (à data de 31 de dezembro de 2014), estas responsabilidades relativas às reformas dos ex-administradores do BES ficam sob alçada do BES ('bad bank') e não do Novo Banco.

 

Por isso mesmo, o Novo Banco e o BES devem adequar os seus registos contabilísticos à presente deliberação, adotando as medidas de execução necessárias à sua adequada aplicação.

 

Em agosto, o Banco de Portugal decidiu aplicar uma medida de resolução no então Banco Espírito Santo (BES), dividindo a entidade em duas. No chamado banco mau ('bad bank'), um veículo que mantém o nome BES, ficaram concentrados os ativos e passivos tóxicos do BES, assim como os acionistas.  o 'banco bom', o banco de transição que foi designado "Novo Banco", ficaram os ativos e passivos considerados não problemáticos.