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Novo Banco: capitais ascendem a 5,5 mil milhões de euros e créditos fiscais a 2,8 mil milhões de euros

Luis Barra

O balanço do Novo Banco a 4 de agosto já está fechado. O rácio de capital está nos 9,2%. Depósitos estão ainda muito abaixo dos créditos concedidos.

Com ativos na ordem dos 72,4 mil milhões de euros, um rácio de capital de 9,2%, acima do mínimo exigido pelo Banco de Portugal, o balanço do Novo Banco teve vários ajustamentos no que toca a provisões para imparidades, nomeadamente na carteira de crédito e ativos imobiliários. Os recursos de clientes ascendem a 27, 2 mil milhões de euros e o crédito concedido a 38,5 mil milhões de euros. Mais de 70% do crédito é concedido a empresas.

O rácio de transformação está nos 144%, muito acima das recomendações do Banco de Portugal que apontam para um rácio de depósitos sobre crédito de 120%. 

As provisões para imparidades somam 5,2 mi milhões de euros, o que equivale a 12% do total do crédito bruto. O rácio de crédito vencido/crédito a clientes é de 7,9%, sendo o rácio de cobertura de provisões/crédito vencido de 152,2%, sem contar com os colaterais (garantias). O crédito em risco tem um rácio de 13,8%.

Para este rácio de capital pesou, sobretudo, a receita decorrente do pagamento do BES Angola, cerca de 720 milhões de euros, apesar desta quantia corresponder apenas a 22% do crédito concedido pelo BES (e transferido para o Novo Banco) ao Bes Angola.

Outro dos fatores que contam positivamente para o rácio de capital foi a contabilização de créditos fiscais (ativos por impostos diferidos) no valor de 2,87 mil milhões de euros.

Presidido por Eduardo Stock da Cunha desde meados de Setembro, o Novo Banco poderá agora colocar em marcha a sua venda.