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Nova ajuda deve reduzir até 50% a dívida grega

A União Europeia está a planear um ambicioso plano de ajuda para a zona euro, que prevê a redução em metade da dívida grega, avança a BBC.

Numa semana que é decisiva para a Grécia e para a zona euro aceleram-se os esforços para salvar o país da falência.  De acordo com a BBC, que cita fontes do FMI (Fundo Monetário Internacional), está a ser preparado um novo pacote de ajuda para combater a crise da zona euro, que deverá reduzir em 50% a dívida grega. A ajuda financeira deverá ser elevada para dois milhões de milhões de euros, prevendo-se que o plano esteja em prática dentro de cinco ou seis semanas. O comissário europeu dos Assuntos Monetários, Olli Rehn, admitiu hoje que a possibilidade de fortalecer o Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) está a ser ponderada. Em declarações publicadas hoje pela edição digital do jornal alemão Die Welt, Rehn afirma que se está a refletir sobre "a possibilidade de dar ao FEEF atribuições suplementares para lhe dar mais força". Rehn, que não entrou em pormenores, sublinhou que essa medida complementaria a ampliação do "guarda-chuva" de resgate decidida em julho.

Recapitalização dos bancos

O comissário advertiu também para uma nova crise bancária no Velho Continente e sublinhou a necessidade de intensificar a recapitalização das entidades financeiras. "Seria muito difícil evitar contágios. A riqueza da Alemanha baseia-se num euro estável e em parceiros estáveis", sublinhou Rehn, confirmando que os países do euro estão a trabalhar em novas modificações do FEEF. Em relação à necessidade urgente de recapitalização dos bancos, Rehn mostrou-se convicto de que se chegará a um acordo em breve no seio da UE. "Estou seguro de que os ministros das Finanças abordarão o tema no seu encontro dentro de uma semana", afirmou. O FMI anunciou no domingo que a missão técnica deve voltar esta semana à Grécia para avaliar os progressos feitos pelo governo. O país aguarda a sexta tranche, oito mil milhões de um total de 110 mil milhões, que será desbloqueada se a troika verificar que o país está a cumprir o acordado para a redução do défice. Robert Peston, editor de economia da BBC, acredita que a execução deste plano será complicada, sendo que o "preço do fracasso poderia ser uma recessão mundial ou algo pior".